Em 2019, com 39 anos, eu parei de tomar a pílula anticoncepcional e fui a uma médica, que me receitou as vitaminas para tentantes.
Em 2023, 4 anos depois, por indicação de um urologista, chegamos à Dra Eliana, do CITI. Ela disse que o melhor seria tratar a infertilidade do casal. Até então, fazer procedimentos, como FIV, era algo muito distante. Não conhecia ninguém que tivesse feito e também não conhecia nenhuma clínica ou médico especializado em infertilidade.
Eu não tinha nenhum problema específico, mas já havia passado por um aborto espontâneo com 10 semanas, quando eu tinha com 36 anos. Todos os exames sempre estavam ok. Um ponto de atenção era o endométrio ser fino, mas isso não era um impedimento para engravidar. As Dras consideraram a minha idade, a idade materna, como o principal motivo de impedimento de engravidar. Comecei o tratamento da FIV com 42 anos.
Quando esse urologista indicou a Dra Eliana, do CITI, eu já tinha passado por uns dois, três médicos ginecologistas diferentes, e já estava frustrada com a orientação deles.
Decidimos então que seguiríamos com um atendimento especializado e marcamos uma consulta com a Dra Eliana. Ela foi muito querida, atenciosa e explicou tudo com muita paciência. A orientação dela nos passou segurança de seguir com o tratamento. Ela foi nossa guia e fez todo o acompanhamento da FIV conosco, em 2023. Nós dois, como casal, íamos a todas as consultas com a Dra Eliana e a médica que mais nos acompanhou como assistente foi a Dra Amanda, também sempre atenciosa, paciente e acolhedora.
Sentimos muito acolhimento, muito respeito, muita dedicação, muita parceria. Foi muito gratificante fazer todo esse processo com elas. Além disso, elas foram muito realistas também. Dra Eliana mostrava sempre o funil das probabilidades.
No final de 2023, coletamos nove óvulos. Desses nove, sete eram maduros para a fertilização e cinco foram fertilizados. Dos cinco fertilizados, um foi finalizado e encaminhado para a biópsia. O resultado foi um tipo de embrião aneuplóide ‘caótico’ e masculino. Depois de pesquisas, conversas e sugestões, decidimos transferir esse embrião mesmo assim. Tudo indicava que ele não iria evoluir, mas era o único embrião que tínhamos depois de quase um ano, bem longo, de todo o desgaste físico e emocional da FIV para chegar até ele. Era a nossa única esperança.
Pedimos para Deus que, se fosse para dar certo, que viesse um bebê com saúde, perfeito. E que se não fosse pra ser, tudo bem. Nós já estávamos gratos de ter conseguido chegar até esse momento e conseguir transferir um embrião.
Oramos para que desse certo e passamos pelo procedimento com muita esperança e desprendimento ao mesmo tempo. Fiz até a acupuntura, segui todas as orientações da acupunturista, inclusive o banho de escalda-pés, que foi muito bom. A transferência do embrião foi feita em janeiro de 2024. E não deu certo. Eu tinha 43 anos.
Todo o procedimento da FIV foi muito doloroso, muito desafiador. A parte emocional e a parte física foi mais desgastante do que a parte financeira, que demanda um investimento grande também. Durante a FIV, apliquei injeções na barriga, fiquei com o corpo inchado, tive alteração de humor, espera, dúvidas. Em alguns momentos, cheguei a me perguntar o que estava fazendo com essa loucura toda.
Enfim, mesmo com uma FIV que não deu certo, eu já tinha uma resposta. Com isso, pensei que talvez Deus tivesse outros planos para nós, que talvez fosse melhor fazer outros planos sem filhos, como viagens, passeios, outros cursos, outras experiências etc.
Nesse momento, decidimos espairecer e fomos para um show de samba. Eu até bebi uma cerveja, que não bebia já há muito tempo.
Depois da transferência em janeiro, minha menstruação veio em 8 de fevereiro de 2024. Vivemos, por um breve momento, o luto de um sonho, e nos preparávamos para seguir a vida.
De fato, Deus tinha outro plano para nós. Em fevereiro de 2024, no mês seguinte à transferência do embrião, eu engravidei de maneira natural. Senti verdadeiramente a notícia de que eu estava grávida como um milagre, pois foi quando eu aceitei o fim do sonho de ser mãe que eu engravidei de maneira natural, depois de um ciclo completo de FIV. Eu tinha 43 anos.
Durante todo o processo, tivemos um grupo de WhatsApp com a Dra Eliana, a Dra Amanda, e outras da equipe, como a Bruna, que nos deu sempre muito apoio. Assim, nos sentíamos sempre próximos e conectados com elas. As dúvidas eram sempre respondidas pontualmente. No dia em que confirmamos o beta HCG POSITIVO, em março de 2024, todas comemoraram conosco no WhatsApp: “Inacreditável”, “Meu Deuuuss”, “Super Beta”… Chorei. E dessa vez, de alegria e infinita gratidão.
No dia da transferência do embrião, a Dra Eliana falou assim: “até aqui é com a gente, daqui para frente é com Deus”. E Deus agiu, deixando ir o embrião transferido e permitindo que um embrião fosse formado no ciclo seguinte de maneira natural. Foi realmente uma SURPRESA!
Eu segui com o pré-natal com a Dra Amanda, que foi maravilhosa. Meu bebê nasceu de parto normal, eu já com 44 anos, e sigo amamentando ele até hoje, já com 4 meses. Ele é um bebê saudável, inteligente, perfeito, divertido, e lindo por dentro e por fora. Ele é realmente muito, muito especial. Melhor que a encomenda. Ele é um bebê abençoado. E nós também.
Deus realmente agiu. Mas antes nós avançamos todo o caminho que foi brevemente descrito aqui. Com fé. Com insegurança. Com esperança. Com incertezas. Com esse mix de sentimentos, passamos por essa jornada linda e maluca. E com o apoio necessário dessa equipe muito especial do CITI, também abençoada.
Eu costumava dizer que um ciclo de FIV é como uma orquestra, em que cada um precisa se concentrar em fazer o melhor na sua parte. Não temos o controle de todo o processo, mas temos o controle da nossa parte. E a música da nossa orquestra e da nossa história é “Clareou”, de Diogo Nogueira, que nos consolou na perda e nos alegrou na vitória. CLAREOU.
História contata por paciente do CITI Hinode, que autorizou a publicação em nosso site com o objetivo de incentivar outras famílias a terem resiliência, esperança e força para seguirem em frente até a realização do sonho da maternidade